4 de nov de 2016

Unidades de saúde terão nova matriz energética até 2018

SES vai trocar sistema de caldeiras por energia limpa

A matriz energética dos 16 hospitais da rede pública de saúde do Distrito Federal será completamente renovada até o fim de 2018 com novas tecnologias. O objetivo da mudança é adequar o sistema dos hospitais aos modelos já existentes de energia limpa, como o fotovoltaico, que usa radiação solar.


Atualmente, cerca de 60% dos hospitais da rede pública do DF consomem energia por meio de caldeiras movidas a óleo diesel. Ao todo, são queimadas, por ano, 2.340 toneladas de óleo. O anúncio da modernização foi feito nesta terça-feira (4), durante o 1º Fórum de Eficiência Energética da Rede Hospitalar do DF.

No evento, estiveram presentes os secretários de Saúde, Humberto Fonseca, o de Meio Ambiente, André Lima, além do diretor executivo do Fundo de Saúde, Arthur Lima e o diretor administrativo da Região Oeste de Saúde, José Maria Filho, como também outros diretores das demais unidades de saúde da rede e representantes de empresas que atuam no ramo energético.

Na ocasião, o secretário de Saúde destacou que, por ano, a pasta gasta o montante de R$ 22 milhões de reais com energia. "Hoje, não só pelo gasto com energia elétrica, pelo parque elétrico ser obsoleto e da utilização de caldeiras, nós temos muita dificuldade para conseguir entregar o serviço de saúde, porque trata-se de algo que é completamente interligado, onde cada elo é importante e, se um deles se quebra, isso gera uma reação em cadeia que leva a não prestação do serviço ao final", acrescentou.

Humberto ressaltou que o foco é mudar completamente a forma de se fazer a estrutura da saúde na capital.

PROJETO - A implementação de energia limpa nas unidades de saúde será iniciada por meio de uma parceria entre a Secretaria de Saúde e a de Meio Ambiente. Para isso, foi formado um grupo de trabalho que recebeu o nome de "Brasília Solar". A mudança dos sistemas energéticos dos hospitais da rede será realizada em três etapas que devem ser concluídas até dezembro de 2018.

A primeira etapa consiste na elaboração do projeto que deverá ser feita até o final deste mês. Para a segunda etapa, a sociedade será ouvida e haverá a contratação de consultoria técnica para que seja decidido qual o tipo de energia mais indicada e a viabilidade de implementação. Por último, a terceira etapa é composta pela contratação do projeto básico, de obras e de serviços. Nesta fase final, o critério de escolha será o que trouxer maior retorno econômico.

O diretor executivo do Fundo de Saúde, Arthur Lima, conta que a pasta gasta, atualmente, R$ 12 milhões de reais com as caldeiras. "Iremos remodelar o sistema de 16 hospitais para garantir a redução de gastos com energia devido à mudança do insumo energético, investimentos em maquinário e desenvolvimento sustentável", completou.


Por JDF Brasil / Com informações da Assessoria de Imprensa Secretaria de Saúde do DF